Quero
falar, sem rodeios, sobre nós, mulheres!
Alguém
escreveu: "Antes, as mulheres eram escravas passivas, hoje somos ativas,
mas continuamos escravas”.
Escravas
de quê? Do corpo perfeito? Do não envelhecimento? Do consumismo? Do trabalho desenfreado, quer pela busca de independência ou pra provar poder?
Quem
são nossos modelos? As mulheres frutas? (risos);o que dá pra rir dá pra chorar, uma produção que enche os olhos, mas de euforia superficial e vulgar... “A pessoa delas não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma
pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele”, Arnaldo Jabor.
Parece
que estamos num barco a deriva, desnorteadas; com uma fome quase insaciável de reconhecimento, de ser chic; abandonando
o bom senso e a vergonha!
Sempre
reparto aqui frutos saborosos que colho em outros pomares! Sobre essa tal
chiqueza, trago partes do texto de Gilka Maria, de seu livro “A Quem
Interessar Possa”:
“A
verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida,
infelizmente, não estão a venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique,
é preciso muito mais que um guarda-roupa recheado de grifes importadas, o que
faz alguém verdadeiramente ser chique, não é quanto ela tem, mas como se comporta.
Chique
mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção por suas risadas muito
altas, nem por seus imensos decotes. Mas quem, sem querer, atrai todos os
olhares, porque tem brilho próprio... Chique mesmo é parar na faixa de pedestre
e abominar a mania de jogar lixo na rua... É dar bom-dia ao porteiro do seu prédio
e às pessoas que estão no elevador. É lembrar o aniversário dos amigos... É não
se exceder nunca; nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir...
É olhar no olho de seu interlocutor... É honrar sua palavra. É ser grato a quem
lhe ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, mas ficar feliz ao ser
prestigiado.
Mas,
pra ser chique, chique m-e-s-m-o, você tem, antes de tudo, de se lembrar do
quanto que a vida é breve e de que vamos todos pro mesmo lugar...”
Deixando a chiqueza um pouco de lado, o que vem acontecendo conosco? Mesmo em meio a tantas
conquistas, parecemos mais perdidas do que achadas!
- Independentes, mas inseguras.
- Poderosas e tão
carentes.
- Mais bonitas e mais
fáceis.
- Malhadas, mas
excessivamente frágeis.
- Bem remuneradas e
mal resolvidas.
- Cheias de razão e pouco intuitivas.
- Cheias de razão e pouco intuitivas.
A impressão é que estamos velando, enterrando, o que realmente importa: o equilíbrio, a
dignidade, o respeito, a sensatez.
Por
fim, faço um apelo para que quebremos as correntes do que é fugaz e ilusório, e
demos as mãos à interioridade, simplicidade e reflexão!
Que
sejamos achadas em meio as virtuosas... autênticas, sábias; admiráveis em seu
estilo e discrição.
Paz!
Imagem
retirada de: amulherquemanda.sapo.pt









Abram os olhos mulherada!!!
ResponderExcluirAmeiii
ResponderExcluirObrigada Gabriella, fico feliz que tenha gostado! Abraço.
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