Bodas de Azeviche


5.2.26


43 anos de casados; 15.480 dias. Mesmo imersos na rotina, nenhum dia foi igual.

Iniciamos com dois lugares à mesa, ampliamos pra cinco, alargamos pra oito; hoje, pela generosidade de Deus, somos onze.

As muitas vivências não cabem em palavras.... Infindos risos, cuidados, atenção, carinho, consolo, desabafos, tolices; também enfrentamentos, mau humor, decepções, choros, incertezas. É certo que  perplexidades e escuridão surgem à nossa porta, mesmo que momentâneas, elas compõem à existência.

"Nessas alturas do campeonato" com tanto chão percorrido, ajuizamos que... Falar, ouvir, silenciar são imprescindíveis. Abraço, perdão, oração, é uma trinca que cura. Alegria e dor são escolas, portanto não devem ser desperdiçados; também que certas "bagagens" precisam ser deixadas pra trás, elas tendem nos embaraçar, minar a força e a entrega.

Nos fundamentamos na Palavra de Deus; confiamos no Pai, em seu filho Jesus Cristo e no Espirito Santo. 

A peleja é grande, mas vamos resistindo;  não me refiro apenas aos embates diários que a fé precisa vencer, mas sobretudo abater a nós mesmos, egoístas, arrogantes, controladores que somos; a tentativa é não medir as circunstâncias pelo que nossos olhos alcançam, mas nas memórias construídas de quem Ele é, sua bondade, poder e amor; Ele sempre sabe o que faz.

Ricardo Barbosa descreve no seu livro, Caminho do Coração, o seguinte: Jonh Newman expressou-se assim, sobre sua vida centrada em Deus: “Portanto confiarei nele... Se cair enfermo, minha enfermidade o servirá; se me vir perplexo, minha perplexidade também o servirá; se sobrevir grande tristeza, minha tristeza lhe será útil. Ele nunca faz nada em vão."

Com muita gratidão e alegria, convictos de que a bondade e a misericórdia do Senhor nos seguirão todos os dias da nossa vida, prosseguimos.

Paz.