Maternar é diferente de conceber.
É um caminho ambíguo, indecifrável, interminável.
Um misto de céu e chão, tempestade e calmaria, sequidão e florada, força e
fragilidade, coragem e covardia, prudência e insanidade.
A
coerência por vezes se mostra, já em outras, a arbitrariedade nos define.
Amor desmedido, sensitivo, protetor, como leoas alertas; e lamentavelmente, tantas vezes, surpreendidas por momentos de total impotência.
E
nessa trilha carregada de paradoxos, filhos são capazes de encher nosso peito,
mas também trazer aridez e profundas frustrações; e isso pode acontecer não só
quando, cheias de caprichos, os protegemos ao ponto de não prepará-los para os
embates; mas também quando os privamos da "lei da semeadura",
pois se os eximimos das correções como resultado de seus feitos, negamos que
colhemos o que plantamos.
Quando,
tardiamente, percebemos que eles não estão prontos, que fomos imaturas, negligentes,
e que os caminhos que escolhemos foram equivocados, seguimos confusas, doídas
pela culpa e insensatez.
Nessas
pisadas de acertos e erros, quero confortá-las com a promessa de que se rogarmos ao Senhor por eles e nós, Ele há de nos instruir, capacitar e nos fazer benditas nesse papel, afinal, está
escrito: “Se, porém, alguém de vós necessita de sabedoria, peça-a Deus que a
todos dá liberalmente”. Tiago 1: 5
E
se tivermos como norte os valores perfeitos da palavra de Deus, podemos sonhar:
"Que nossos filhos sejam, na sua mocidade, como plantas viçosas, e nossas
filhas como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio". Salmo
144:12
Paz!
Imagem retirada de: www.revistavitanaturalis.com








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