Maternar


11.5.14


           
Maternar é diferente de conceber. 
É um caminho ambíguo, indecifrável, interminável. 
Um misto de céu e chão, tempestade e calmaria, sequidão e florada, força e fragilidade, coragem e covardia, prudência e insanidade. 
A coerência por vezes se mostra, já em outras, a arbitrariedade nos define. 
Amor desmedido, sensitivo, protetor, como leoas alertas; e lamentavelmente, tantas vezes,  surpreendidas por momentos de total impotência. 
E nessa trilha carregada de paradoxos, filhos são capazes de encher nosso peito, mas também trazer aridez e profundas frustrações; e isso pode acontecer não só quando, cheias de caprichos, os protegemos ao ponto de não prepará-los para os embates; mas  também quando os privamos da "lei da semeadura", pois se os eximimos das correções como resultado de seus feitos, negamos que colhemos o que plantamos. 
Quando, tardiamente, percebemos que eles não estão prontos, que fomos imaturas, negligentes, e que os caminhos que escolhemos foram equivocados, seguimos confusas, doídas pela culpa e insensatez. 
Nessas pisadas de acertos e erros, quero confortá-las com a promessa de que se rogarmos ao Senhor por eles e nós, Ele há de nos instruir, capacitar e  nos fazer benditas nesse papel, afinal, está escrito: “Se, porém, alguém de vós necessita de sabedoria, peça-a Deus que a todos dá liberalmente”. Tiago 1: 5 
E se tivermos como norte os valores perfeitos da palavra de Deus, podemos sonhar: "Que nossos filhos sejam, na sua mocidade, como plantas viçosas, e nossas filhas como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio". Salmo 144:12

 Paz!

 Imagem retirada de: www.revistavitanaturalis.com

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